24 anos sem respostas: o sumiço de Stephany Lopes e a luta de sua mãe

Em 17 de agosto de 2002, a rotina de Zeni Souza do Carmo e de sua família foi interrompida. Auxiliar de enfermagem em Guaianases, na Zona Leste de São Paulo, Zeni estava de plantão quando ligou repetidamente para casa, pedindo à nora que mantivesse a filha caçula, Stephany, de apenas 6 anos, dentro de casa. Ela estava com um pressentimento ruim. Horas depois, uma ligação trouxe a notícia terrível: a menina havia desaparecido.

Mais de duas décadas se passaram desde aquele sábado. A família percorreu todas as frentes possíveis: recorreu à imprensa, distribuiu milhares de cartazes com o apoio de caminhoneiros e buscou o suporte de entidades como a ONG Mães da Sé. Ainda assim, o caso permanece sem um desfecho conclusivo, marcado por lacunas na investigação policial.

Em entrevistas recentes, Zeni relatou o desgaste físico e emocional acumulado após anos de buscas e críticas à condução das investigações, que frequentemente exigiram iniciativa própria da família na apuração de pistas. Apesar das dificuldades, Zeni mantém o mesmo endereço onde residia em 2002, uma escolha consciente para que a filha encontre o caminho de casa caso retorne.

Hoje, Stephany completou 30 anos. O caso de Stephany reflete uma estatística persistente no país. Dados do Ministério da Justiça apontam que, somente no primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou 43.828 boletins de desaparecimento, média de 242 ocorrências diárias.

No dia 1º de outubro, o Canal Desaparecidos preparou uma live especial de retorno as atividades em que detalhou o caso da Stephany Souza Lopes (https://www.youtube.com/watch?v=GGHHhrYTRxs). Aqui, na plataforma Desaparecidos.tv, temos um episódio completo (https://desaparecidos.tv.br/video/1512ccdad0ee57140b6b3a0352d9182f) com entrevista com a mãe e simulação do dia do desaparecimento.

Informações sobre o paradeiro de Stephany Souza Lopes podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia (181) ou diretamente à ONG Mães da Sé. Para acessar dossiês e apoiar o jornalismo investigativo, visite a plataforma Desaparecidos TV.

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